Mostrar mensagens com a etiqueta video. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta video. Mostrar todas as mensagens

março 10, 2014

a Jigsaw - Postcards From Hell [Official Video]




 

"The Strangest Friend" foi o primeiro tema que ouvi e logo nesse momento imaginei todos aqueles ritmos e sons distintos traduzidos em cores e texturas animadas. Pessoalmente, o nosso encontro foi nos estúdios da Antena1, no programa do Jorge Afonso. Como é hábito, trazia comigo o bloco de desenho. Achei o instrumento do Jorri fascinante e num instante dei-lhe forma no papel. No final do programa, em conversa à roda dos desenhos, partilhei-lhes que imaginava a sua música através da animação, e umas frases mais tarde convidaram-me a criar um vídeo original para um dos seus temas ainda por estrear. Disse imediatamente que sim.
Uns dias depois, numa troca de emails, o João Rui enviou-me o "Postcards from Hell" e explicou-me que era uma mensagem para aqueles que os acompanharam e que os transformaram na identidade que é hoje a Jigsaw.
A partir daí ofereceram-me liberdade total para criar uma animação, sem deadlines ou quaisquer premissas estéticas;
Creio que o melhor que podia fazer era oferecer a minha criatividade e tornar visual as sensações que Postcards me provoca. Ela fala do conhecimento e de como este nos move e constrói a nossa identidade. A forma que encontrei de tornar visual este conhecimento foi quase imediata: representá-lo sob a imagem de fluxo de tintas aguadas, como se fosse um rio, uma corrente ao longo da canção. Nessa corrente viajam as suas memórias, relações, desilusões e aprendizagens. A figura do lobo, personagem principal, pretende ser uma representação da identidade a Jigsaw, que ao longo de todo o vídeo vai velejando espaços que partilha com outros. Por vezes perde o seu navio, o seu rumo, desvia-se um pouco, mas chega sempre ao fim consciente e em sintonia com a sua identidade.
Agradeço muito esta oportunidade, porque são trabalhos como este que nos permitem conhecer mais um bocadinho daquilo que somos. Penso que o enorme prazer e privilégio que senti ao criar esta pequena animação se pode traduzir pelo carácter experimental, curioso e multifacetado da sua estética. Também não seria possível de outra forma, se não falássemos de excelentes fazedores de música.

Aos a Jigsaw, um enorme obrigado!
Maria Inês Afonso

dezembro 01, 2013

a Jigsaw - Dark Rider [Official Video]


Tinha conhecido a banda há pouco mais de um ano, num showcase que aleatoriamente assisti na FNAC Leiria, pouco tento depois, através da Cátia Biscaia, recebi o convite dos a Jigsaw para fazer um videoclip para o seu novo tema "Dark Rider", a condição era: faz o que quiseres! Sendo a melhor das condições que um autor criativo poder ter, é também a condição que nos acarreta mais responsabilidade.
Aproveitei umas férias com um amigo meu em Inglaterra, e filmei, filmei, e filmei, não fosse chegar a Portugal e me faltassem imagens. Pois bem, cheguei a Portugal e faltaram imagens...aproveitei o facto do deadline inicial se ter prolongado, e fui novamente de férias para Inglaterra, desta vez já sabia concretamente as imagens que me faltavam. A isto juntei uma imagem de arquivo dos a Jigsaw a tocarem nas ruas de Zurique. E aqui está o resultado final.

outubro 05, 2013

a Jigsaw - Rooftop Joe


A premissa deste teledisco foi-me sugerida pela banda, na altura foi-me dito: “Temos a coisa perfeita para ti, é a tua cara!” Fiquei contente, pois depreendi que a minha cara seria diferente do que se costuma ver por aí na área do teledisco - e porque o D. Roberto rebenta a cara a todos os que o antagonizam (gosto de pensar que sou assim, se bem que a realidade é bem mais irónica do que isso). Questões de cara à parte, cedo me apercebi que que a pessoa com quem viria a trabalhar, Rui Sousa, é um verdadeiro Duncan MacLeod do mariotenismo em Portugal, e que isso merecia todo o respeito e responsabilidade da minha parte. E ainda mais porque o teatro D. Roberto é das tradições portuguesas que mais me surpreendeu positivamente nos últimos tempos, exacerbando um nacionalismo cultural que tem vindo a crescer em mim, e devo este ultimo episódio aos a Jigsaw.
Acrescenta-se o facto de o Rui e os a Jigsaw terem conjugado vontades artísticas em contar uma das lendas mais famosas de Portugal, o Zé dos Telhados.
Assustei-me ao inicio: como é que eu filmo marionetas? Decidi filma-las como costumo filmar teatro. O grande desafio para mim verificou-se na edição, pois a peça tem à volta de 20 minutos, e são todos bons de se ver. Aí recuperei uma ideia que tinha tido durante as filmagens, a de dar uma roupagem “silent movie”, muito inspirada no filme  de 1911 “Os Crimes de Diogo Alves” de João Tavares, aproveitando os intertítulos tradicionais para contar a história que Rui construiu, condensando a duração até aos cerca de 4 minutos, tempo da música dos a Jigsaw.
Isto acontece a todo o editor quando finalmente tem um final cut: ver a montagem vezes sem conta. E eu ri-me à desgarrada, muito, de todas as vezes.

------*****------

Conta que do antigo reportório do Teatro Dom Roberto faria parte a peça 'Zé do Telhado'.
Aquando do desafio lançado às Marionetas da Feira por A Jigsaw, logo me ocorreu toda a encenação e elenco para a acção do filme.
Criámos o personagem 'Zé do Telhado' e a sua mulher, que contracenando com todos os outros personagens de 'O Barbeiro' (outra peça do reportório clássico), geravam uma acção parecida com as histórias tradicionais e com a extinta peça homónima deste herói.
Acerca do Teatro Dom Roberto, ou Teatro de Robertos, é tida como uma das mais antigas artes de rua popular portuguesas descendente da Commedia Dell'Arte Italiana, e do teatro Pul vinda de Itália no século XVIII. O nosso herói é o Dom Roberto - um justiceiro popular. Outros paises herdaram os seus heróis influenciados de igual modo, dando origem ao Mr. Punch na Inglaterra, Guignol na França, Kasper na Alemanha, etc.
As Marionetas da Feira produzem espectáculos de teor tradicional onde recuperam as quase extintas artes das Marionetas de Fios dos pavilhões das feiras populares dos Mestre Manuel Rosado e dos Faustinos, e dos Robertos do Mestre António Dias e Domingos Moura.

setembro 27, 2012

a Jigsaw - Dried Up River Blues (Corsage) [Official Video]


“Estávamos em estúdio para entrevistar os a Jigsaw, sobre o disco “Drunken Sailors & Happy Pirates” e para a gravação de dois temas. Num estúdio onde habitualmente faço o trabalho de produção, reportagem e realização. Durante os preparativos, entre conversas e tempos de espera, o João falou-me da k7 de versões, dizendo que estava a propor a amigos a realização de vídeos.
- Não queres fazer um?
- Nunca fiz nenhum, mas… está bem.
Quando conheci as versões claramente me inclinei para a “Dried up river blues”, canção de que gosto bastante, tanto na sua versão original dos Corsage como cantada por a Jigsaw, onde ganha outra dimensão e vive noutro tempo.
Depois das visões lúcidas de circo, trapezistas e de um zoom lento de um palhaço sério no meio do rio, primeiras ideias que me assaltaram a mente, foi precisamente à beira rio que me aconteceu a história de um barco de papel.
Nessa mesma noite voltei para casa e escrevi o guião.
As gravações foram feitas dois dias depois, meia tarde, a correr entre espaços para não se perder o Sol. Fizeram-se muitos barcos de papel suplentes mas dois chegaram. Era Agosto e não havia muita gente para ajudar, e confesso que queria incomodar o menos possível, não sabia o que ia sair dali. Foi gravado com a preciosa ajuda de Marcelo Mariano e Pedro Seixas. Puxei o barco, saltei à corda e andei de baloiço mas isso são tudo coisas que faço habitualmente, com excepção da tarefa de passear um barco de papel com trela de cetim.
Começámos numa estrada que julgava praticamente vazia mas até um rebanho de ovelhas surgiu e terminámos no rio, já com o sol a despedir-se. Márcia Figueiredo, amiga e colega de profissão, viu as imagens, pegou no guião e ofereceu-se para fazer a edição do meu primeiro teledisco. No início imaginei a história em tons de azul, mas o reflexo dourado daquele dia de gravações atraiu-me e ganhou o seu espaço naturalmente.
Ficou como imaginei naquela tarde de verão sentada à beira-rio.
A simples história de um barco de papel. Uma história com tempo para brincar e sonhar”

Carina Esteves

setembro 26, 2012

a Jigsaw - Even You [Official Video]


"A ideia do video surgiu quando os A Jigsaw me fizeram o desafio de produzir um videoclip para a música Even You. O video iria fazer parte de uma colecção de vídeos que a banda está a fazer para o seu novo álbum Happy Sailors and Drunken Pirates. E a liberdade criativa era total. A minha maior preocupação ao criar uma ideia foi a de que o video se destacasse de alguma forma, pelo menos dos outros vídeos que a banda já tinha produzido. Então surgiu a ideia de fazer um videoclip narrativo, sem ter a banda a tocar ou a cantar a música. Mas o desafio não iria ser só meu, pois ia usar a banda como actores e não como músicos...
Criei uma pequena história, um momento na vida destas personagens que iria ser a base do video. Queria que a banda interpretasse a sua música, mas de uma forma física e não musical. A história do video foi de certa forma influenciada pela letra da música, de alguém que foi traído e que jura um dia ter a sua vingança. Mas a história e o papel principal, interpretado pelo João Rui não era a do vingador, mas sim daquele em que a vingança iria ser feita. O anti-heroi, o vilão na verdade. Um vilão que sem o saber, está a ter a sua última ceia e que no final do video depara-se com ao seu destino, sem saída, e sabe que o seu caminho chegou ao fim. Era dele que o vingador falava, quando dizia, Even You... E tudo isto acontece numa época passada, num local longínquo e solitário e numa noite fria, escura e impiedosa.
Penso que consegui contribuir para os A Jigsaw com um videoclip num contexto mais cinemático, mais ficcional, pois é assim que eu sinto que é a música fantástica que eles fazem, extremamente cinemática e visual. Estou muito orgulhoso com o trabalho, foi uma experiência muito boa trabalhar com a banda, ao mostrar muito profissionalismo e dedicação e espero que o videoclip consiga fazer a sua parte na ajuda da expansão da banda pelo mundo fora."

Nuno Dias

julho 04, 2011

Crooked John [Live Video by Musiquim]

Video by Luis Belo / Musiquim [Viseu/Portugal]
Recorded at EMPÓRIO, 20.06.2011

FREE DOWNLOAD OF THE WHOLE CONCERT IN

MUSIQUIM: "João Torto is the protagonist on one of the most curious folk tales of Viseu. The story tells us that, this inventor designed and crafted wings of cloth, and leather to experiment human flight. On the 20th of June of 1540, this “modern” Icarus climbed up to the top of the cathedral's tower to make use of his invention. The flight began well for a little while, but due to some technical problems, he crashed soon after in the roof of a chapel. He died a couple of days later due to the injuries inflicted during the landing. To this day, I still like to believe that there's some truth to this folk tale that turned Viseu's João Torto into a worldwide figure. So, to celebrate the anniversary of his flight, we invited the band “a Jigsaw” (myspace.com/​ajigsaw) to write a song about Torto's adventure and present it live in Empório (A cultural space that from the begging of the year has been making cultural activities concerning art with João Torto as the background theme) precisely on the 20th of June. a Jigsaw's response was staggering and this video is the first live presentation of their new song "Crooked John"".

setembro 05, 2010

Idiot Smile (Live On The Road)

Video: Sofia Silva (Lisboa, Julho 2010)


So I sat and I waited, patiently for the years to pass
with the violence of each day, of each coming day
When they thought I was running away,
I was merely gathering speed
I was merely gathering speed my friend
I did my best to avoid you
I made all efforts not to see her
my silence says too much
has shades of absence and the wrecks of your touch
Has your breath stopped lately?
do you not see it clear?
the life you knew laughs from the window
oh Idiot smile where have you gone to?
trust not the devil when your hands are clear
I'll tell the truth for once, this time;
My lies have aged to perfection
Oh my euphoria has its nerve in you
Oh my euphoria has its nerve in you
Has your breath stopped lately?
do you not see it clear?
the life you knew laughs from the window
oh Idiot smile where have you gone to?
trust not the devil when your hands are clear
Oh my euphoria has its nerve in you
Oh my euphoria has its nerve in you

maio 07, 2009

Na fronteira do Sul

Video by Daniela Maduro 2009


É tão curta a minha ausência do delírio, que sempre que retorno ao tempo normal tudo é vaidade e tempo que passa. Estes últimos dias rumámos ao Sul, sob o véu de uma noite quente e auspícios de luz solar. Não consigo evitar as mudanças que as ondas operam em mim.. tenho sempre vontade de me ir embora, de ir por cima e por baixo delas para diante, para diante, para lado nenhum, para qualquer lado. Na presença desse magnífico destino desconheço sempre os meus pés que insistem em ser castelos de areia ou gatos assustados. Os meus olhos já partiram e aqui não pertencem mais. E não o é apenas desta vez. É-o sempre, sempre…

O vento soprou doce estes dias. O aroma que vem dos nossos silêncios misturou-se com o fôlego das nossas mãos em cada música que cantámos. Percorremos ruas, avenidas e ruelas de emoções; trauteámos e zumbimos em todo o lado onde o não tínhamos ainda feito. E se algum lugar ficou que não nos ouviu, foi porque não estava a escutar – até nos jardins em flor das memórias que não permito render ao esquecimento, há papoilas que não abrem mas que um dia foram flor e parte de mim.

Estranhos germânicos que acolheram o nosso delírio receberam-nos com dádivas de vinho e sorrisos inesperados: mais um canteiro que vou cuidar e não esquecer. Tal como os olhos dos carros que rodavam ao nosso lado…botões de rosa.

Agora que tudo já se vai diluindo no vento dos dias, vou entregando aos canteiros lembranças vagas… o feliz encontro com o Sam Alone na Fnac do Algarve; a viagem de 8 horas que começou por ser de 3h e depois passou a 6h, mas afinal foi de 8h; a brigada de trânsito que necessitou da nossa tradução saxónica para uma rapariga que queria voltar à força para Lisboa, em contra-mão e a pé, na auto-estrada…

Daqui a nada é tudo pó… não fora o vídeo era tudo invenção minha.

O lobo foi conhecer o sul e agradou-lhe o sol. Apaixonou-se pelo mar. Ele era há muito esperado…

JoaoRui


At the border of South
So short is my absence of the delirium, that when returning to the normal time, all is vanity and passing time. These days we went south, under the veil of a hot night and the auspices of sunlight. I can not avoid the changes that the waves operate in me .. I am always willing to go, to go over and under them; onward, onward, to anywhere, to nowhere. In the presence of this magnificent destiny I never recognize my feet, that insist on being castles of sand or sacred cats. My eyes have left and to this place they do not belong anymore. And it is not this one time. It is always, always ...
The wind blew sweet these days. The scent that comes from our silence mixed with the breath of our hands in every song we sang. We Traveled streets, avenues and alleys of emotions; we hummed and sung everywhere where we had not yet done so. And if any place did not hear it was because it was not listening – even in the blossomed gardens of the memories that I do not allow surrendering to oblivion, there are poppy that do not open but that one day were flower and part of me.
Strange Germanic that welcomed our delirium received us with gifts of wine and unexpected smiles: one more gantry that I will look after and and remember. Just as the eyes of the cars that rolled by our side ... rosebuds.
Now that everything is diluting in the wind of days, I deliver the vague memories to the gantries … the happy encounter with Sam Alone at Fnac Algarve; the journey of 8 hours that began as 3h and then went to 6h, but in the end was of 8h; the traffic squad who needed our saxon translation for a girl who wanted to force her way back to Lisbon, on foot and on the wrong side of the motorway…
In a moment all will be dust... if it wasn’t for the video all would be my invention.
The wolf went to meet the south and the sun pleased him. He fell in love with the sea. He was long expected.
JoaoRui

dezembro 24, 2008

Dia 26: ho! Ho! “God, i didn’t sing a Christmas song for so long”



White Christmas (a Jigsaw & Becky Lee)

Curioso como o dia acaba por ser o 26º. Hoje em estúdio está apenas o silêncio de lá não estarmos. Eu, o jorri, a Susana, o Miro, a Daniela, a Raquel, a Ni,o Mestre, o Gito, o Miguel, a Becky, hoje, estamos todos algures menos no estúdio. Mas de lá não saímos nem vamos sair mais, acho eu...

A história deste post tem segredos. Em conversa com o J., autor do blog http://acisumblog.blogspot.com/ , ele convidou-me para fazer uma versão de natal para postar no blog dele. Mas como o tempo no nosso refúgio passou mais rápido que o Jack, acabámos por não ter tempo para gravar a musica, apenas para a preparar. Pelo menos até ao dia 10, quando recebemos a Becky no covil… E a noite foi muito curta para tanto. A dado momento, ficámos os quatro encurralados no canto entre os olhos da Daniela por detrás da câmara e rodeados pelos flashes da Raquel. A gravação foi feita à primeira. Não havia outra maneira de o ser. Fizeste lá falta Miro.

Este é um dos momentos que resgatamos agora ao silêncio para dar a quem aqui vier hoje, ou amanhã, ou depois.

Feliz Natal (Eu não gosto do frio, mas é uma pena, que assim não há neve. seria realmente um natal branco, branquinho...),

JoaoRui

Funny how this happens to be the 26th. Today, in the studio, only the silence of our absence remains. Me, Jorri, Susana, Daniela, Ni, Mestre, Gito, Miguel, Becky, today, we are somewhere else but in the studio. But we did not leave nor will we ever, I guess...

The story of this post has its secrets. While speaking with J., the author of the blog http://acisumblog.blogspot.com/ , he invited me to record a Christmas song to post on his blog. But since time in our refuge was faster than jack, we ended up not having enough time to record the song, only to prepare it. At least until the 10th day, when we welcomed Becky into our lair… And the night was too short for so much. At a certain point, the four of us were cornered between the eyes of Daniela behind the camera and Raquel’s flashes. The recording was done at the first try. There was no other way. You were missed there Miro.

This is one of the moments that we now save from the silence to offer whomever comes here today, or tomorrow, or after that.

Merry Christmas (I don't like the cold, but it's a shame it's not snowing... then it would really be a white, white Christmas)

dezembro 06, 2008

7º dia: A Parafernália do João

Por entre viagens que insistem em deslizar, reuniões de avaliação e sumiços em estações de serviço, conseguimos finalmente chegar a Vilamar (e se a entrada nos dá abrigo…).
Se pensarmos que no estúdio reina a paciência e parece que ouvimos sons pela primeira vez, em casa esse delírio passa a fazer parte do tempo presente, passado e futuro. Não saberei dizer se é da parafernália de registos (fotografias, vídeo e memória visual), se do cansaço, mas o certo é que somos tomados de um espírito natalício que nos leva a deambular pela casa às 6 da manhã em trajes que lembram cenas de filmes clássicos. Passa-se que as mentes fervilham, apropriam-se dos condimentos à disposição e entram em ebulição. Amanhã não haverá dor de costas, nem cansaço que nos impeça de pensar que até ao fim do ano somos anatomicamente disformes. Possam até lá não nos falar em sonhos, pois o certo é que o silêncio, por 1 hora que seja, é Rei.

SofiaSilva

In between journeys that insist on sliding, meetings of evaluation and disappearances in service stations, finally we arrive to Vilamar (and if the entrance gives shelter…). If we would think that in the studio patience reigns and it looks as though we hear sounds for the first time, at home that delirium turns into part of the future, past, and present time. I could not say whether it’s because of the paraphernalia of registers (photographs, video and visual memory), or of the tiredness, but the certain thing is that we are invaded by a Christmas spirit that makes us dwell at home, 6am in suits that recalls of scenes of classical movies. The minds boil, appropriate themselves of the seasonings at disposal and boil. Tomorrow there will be no back pain, neither tiredness that can prevent us from thinking that up to the end of the year, we are anatomically deformed. Even if thee will not speak to us in dreams, the certain is that the silence, for 1 hour that be, is King.

SofiaSilva


dezembro 03, 2008

4º dia: Bateria & Contrabaixo (forasteiros #2 & #3 = Miguel & Gito)

O dia começou com a seguinte sms "Boas, estamos na A6 quase a chegar a Évora, Qual é a saída para aí? Abraço Gito" ... até parece uma mensagem normal: o Gito vinha com o Miguel (ambos membros dos The Soaked Lamb), de Lisboa para gravarem contrabaixo e bateria respectivamente, e até aqui nada de anormal, tirando o pormenor de o estúdio ser perto de Aveiro e eles irem a caminho de Évora. A história acabou bem, e afinal eles vinham mesmo a caminho do estúdio, chegaram a horas e. Depois passaram a tarde a acrescentar mais umas notas; e que notas, às músicas que já estão desde sexta feira passada, refugiadas no estúdio. Amanhã terão a companhia do João e das suas guitarras, banjos, bandolins, ukeleles e sei lá que mais.
Fica aqui um grande abraço e um enorme obrigado ao Gito e ao Miguel, por terem aceite o convite e pela simpatia. Foi e será sempre um enorme prazer partilhar as nossas músicas com eles, em estúdio e nos palcos. Tenho a certeza que esta foi a primeira de muitas colaborações.

E com isto tudo, bombos, tarolas, timbalões e pratos já estão arrumados nas suas caixas... o trabalho deles acabou... agora venham as guitarras...

Jorri


The day began with following sms "hey, we're in A6, almost arriving Évora, what's the exit ? Hug, Gito" ... it even seems like a normal message: Gito was coming with Miguel (both members of the band Soaked Lamb) from Lisbon to record Upright Bass and Drums (respectively). And so far, nothing abnormal, except the detail that the studio is near Aveiro and they were on the way to Évora. The story ended well, and after all they were really coming to the studio and arrived on time. After that, they spent the afternoon adding more notes to the songs that are, since friday, already hiding in the studio. Tomorrow they will have the company of João and his guitars, banjos, mandolins, ukuleles and i don't know what else.
Here's a big hug and a huge thank you to Gito and Miguel for taking our invitation and for their kindness, It was and always will be an enormous pleasure to share our songs with them, in the studio and on stage. I'm shure that this was just the first of many collaborations to come.

And with all of this, kick drums, snares, toms and cymbals, already in their cases... their work is done. let the guitars come now...

Jorri


dezembro 01, 2008

3º dia: bateria #2

Dia final das baterias. Quer dizer, das bases (sólidas). O C.R. continuou a partir o tasco. Amanhã, o estúdio ilumina-se com dois amigos/convidados . Um para a bateria, outro para o contrabaixo (isto promete).

Fica aqui um vídeo de hoje, extremamente aconselhável. Comigo e com o Jorri dentro da sala de gravações e o C.R. no leme. Épico.

João Rui


Drums’ last day. I mean, at least the basic ones. C.R. kept on bringing the house down. Tomorrow, the studio lights up with two friends/guests. One for drums and the other for upright bass (promising).

Here’s a video of today’s affairs. Highly recommendable. With me and Jorri inside the recording chamber and C.R. at the helm. An epic!