White Nights (Paris) - Cold, too cold. Not so much as I imagined, but more than my hands were waiting for; just as these roads weren’t expecting us so soon - the tires move the ice away from the asphalt and only a few good hours later we are at last, received. By family; there is always a more or less distant member of the family that and decided to leave and stay away from the foam of the waves from where we hail. Bela and Thomas - the eyes of one are the other’s laughter and the smile of the other is always the look of one. Among guitar strings with the age of my grandmother and a longing that is older than the sun, the day became night and with it the sleep filled his chest and came knocking on our door – we left him on the doorstep. But here the nights seem shorter to me - and I hardly have the time to realize that we are sleeping. In less than thirty minutes have seen enough: the Bastille, an ambulance that seemed to have forgotten of our presence, the strange eyes for whom the past was another... We reached the street Victor Masse ... my god ... coming from the south, on the right there are 12 stores guitars, to the left 11 other ... my eyes are peculiar devotees of these female 6-string... Je suis enchantee de faire votre connaissance …. At first sight the Pop In seems like a simple pub, but soon we find two, three, five adjoining rooms, that go from the 1950’s piano in a corner where we ended the night, to the center of the stage where it began... Shortly before the concert the snow began to prowl the streets in a storm. We whispered to the wolf’s ear and he went outside to dance ... that's how he performed for the first time out of doors - and the people who came to lend their hearts to the wolf did but to return with sweetness. When we concluded the festivities the storm had not been able to find the end of the wind. We stored our instruments, put on our gloves and opened our path through the snow. (at the entrance of the hotel I kept one last image of Paris in my heart. One of those that time will not take me from me so soon). Joao Ruifevereiro 11, 2010
Noites brancas (Paris)
White Nights (Paris) - Cold, too cold. Not so much as I imagined, but more than my hands were waiting for; just as these roads weren’t expecting us so soon - the tires move the ice away from the asphalt and only a few good hours later we are at last, received. By family; there is always a more or less distant member of the family that and decided to leave and stay away from the foam of the waves from where we hail. Bela and Thomas - the eyes of one are the other’s laughter and the smile of the other is always the look of one. Among guitar strings with the age of my grandmother and a longing that is older than the sun, the day became night and with it the sleep filled his chest and came knocking on our door – we left him on the doorstep. But here the nights seem shorter to me - and I hardly have the time to realize that we are sleeping. In less than thirty minutes have seen enough: the Bastille, an ambulance that seemed to have forgotten of our presence, the strange eyes for whom the past was another... We reached the street Victor Masse ... my god ... coming from the south, on the right there are 12 stores guitars, to the left 11 other ... my eyes are peculiar devotees of these female 6-string... Je suis enchantee de faire votre connaissance …. At first sight the Pop In seems like a simple pub, but soon we find two, three, five adjoining rooms, that go from the 1950’s piano in a corner where we ended the night, to the center of the stage where it began... Shortly before the concert the snow began to prowl the streets in a storm. We whispered to the wolf’s ear and he went outside to dance ... that's how he performed for the first time out of doors - and the people who came to lend their hearts to the wolf did but to return with sweetness. When we concluded the festivities the storm had not been able to find the end of the wind. We stored our instruments, put on our gloves and opened our path through the snow. (at the entrance of the hotel I kept one last image of Paris in my heart. One of those that time will not take me from me so soon). Joao RuiPassaro de ferro (I - Beauvais)
Agora que fraquejam os músculos do pássaro de ferro, a descida torna-nos mais humanos
(não fora a gravidade minha irmã eu não lhe arriscaria traição)
Joao Rui

fevereiro 10, 2010
Arrivals & Departures
A viagem havia sido frenética. Não porque tenha havido contratempos, mas porque os sentimentos estavam à flor da pele e alternavam entre si, acumulavam-se, explodiam, escapavam e voltavam com o dobro da força.Éramos quatro amigos impelidos por uma despedida iminente. O conta-quilómetros do carro onde seguíamos assinalava mais um passo ao encontro desse momento. Ora permanecíamos dentro de nós olhando silenciosamente uma película vazia através da janela, ora saltávamos à vista depois de uma gargalhada. Estávamos à espera de um único momento que estava prestes a chegar.
Chegados ao ponto onde o caminho se bifurca senti que tudo se precipitava. Estava a ser demasiado rápido. Queria ter olhado para eles, memorizado as expressões das suas caras para guardá-las carinhosamente. Contudo, embora já não houvesse o conta-quilómetros a denunciar a proximidade do momento, havia os ponteiros de um relógio que não se quedavam. Depois era o tal turbilhão de sentimentos que acossavam o coração. Os meus amigos iam partir. Eu era a única que ia ficar. Temia o que vinha a seguir, quando eles não estivessem ao meu lado.
Já eles tinham atravessado para o outro lado do vidro e eu ainda tentava ver até ao último detalhe da silhueta do lobo. Dei conta que tinha um risco translúcido que percorria a parte esquerda da minha cara. Enquanto o apagava com as costas da mão, tentava descortinar se estava triste ou alegre. Queria decidir imediatamente. A minha face direita ficara intocada pela despedida.
Eles desapareceram do outro lado do vidro e eu tinha agora que lidar com uma nova soma de sentimentos. Permiti corajosamente que cada um me inundasse. Entrei dentro do mesmo carro azul que nos havia reunido. Ao meu lado estava uma melódica, uma mala com uns anjos inscritos e outra que não quis abrir. Ao contrário de mim, estarão outra vez com eles daqui a dois dias. O carro era agora um local de solidão e esperava-me uma viagem ao ponto de partida. Aqui vou permanecer e aguardar notícias do outro lado do vidro. A última vez que os vi sorriam para mim. E no entretanto, cada vez que lembro isso, sorrio de volta.
Daniela Côrtes Maduro
fevereiro 09, 2010
Mais a norte, muito mais a norte
Noutros tempos que não conheço subia-se ao ponto mais alto da região para que a voz não encontrasse morada próxima. E assim rumámos para norte, muito mais a norte, para que daqui a despedida já fosse irmã da saudade. Agora é hora de colher sorrisos e descobrir espaço suficiente dentro das malas para os levar comigo – sei que em noites mais frias os meus cadernos negros só serão boa companhia para tinta ainda mais negra. Então vou levar todos estes rasgos que posso para os estender nas janelas por onde me vou lembrar não do que ficou para trás, mas de tudo o que espera um passo à frente.
Dois passos para trás, talvez três ou cinco – e então um passo para diante. É tudo uma questão de balanço.
Vamos na promessa de regressar com o eco da voz que aqui fica hoje.
JoaoRui
Further north, much further north – Last words before we go away? In other times that I do not know, one would go up to the highest point of the region so the voice would not find a close address. And so we headed further north, much further north, so that from here the farewell would be already a sister of longing. Now it's time to harvest smiles and find enough space in my luggage to take with me - I know that on the coldest nights, my black notebooks will only be good company for even darker ink. So I’ll take all these so that I can to hang them on the windows through which I will not remember what was left behind, but everything that’s expecting a step further. Two steps back, maybe three or five - and then a step forward. It's all a matter of balance. We’re going in the promise of returning with the echo of the voice that stays here today. JoaoRui
fevereiro 08, 2010
A arte de voltar [06.02.2010 Coimbra]
Se tudo é saudade, este regresso antes da partida é o silêncio que antecede as tempestades do coração.
Se a memória é tudo o que nos acompanha, então hoje à noite enchi os bolsos, as mãos e os olhos de nova companhia de viagem.
Mas neste regresso há um sentimento que me é estrangeiro, como se eu fora um estranho que pela primeira vez visita Coimbra e recebe assim as primeiras bênçãos da cidade.
E vieram caras que conheço, mas ainda mais aquelas de olhos que não faziam parte das minhas memórias e que agora fazem parte de mim.
A doce oferenda do silêncio e a cumplicidade de todos quantos vieram hoje… que magnífica companhia de viagem. O lobo não poderia pedir mais…
Obrigado.
JoaoRui
The Art Of Returning - We returned home, to the stones of the pavement that surround the Old Cathedral and descend the ladder to the shelter of wolf for tonight – Arte à Parte. If everything is longing, this return before leaving is the silence that precedes the storms of the heart. If memory is all that accompanies us, tonight I filled my pockets, hands and eyes with a new travel companion. But in this return there is a feeling that is foreign to me, as if I was a stranger for the first time visiting Coimbra and thus received the first blessings of the city. And there came about faces that I know, but even more those of whose eyes were not part of my memories but are now part of me. The sweet gift of silence and complicity of those who came today ... what a magnificent travel companion. The wolf could not ask for more ...Thank you. JoaoRui
O Quarto Negro [05.02.2010 Aveiro]
Então, ao entrar através da porta do Mercado Negro, foi como recolher-me ao silêncio de outros dias: um quarto negro com degraus de anfiteatro onde a escuridão é cortada por uma luz azul que vai do meu coração às silhuetas que foram entrando entre as canções que a esta hora se aninham por entre as frestas da nossa ausência.
Há um bom par de anos estivemos em Aveiro, numa casa chamada Navio de Espelhos. Pelo que soube foi barco que naufragou – regressou à noite para não voltar. Amanhã voltamos; voltamos a Coimbra.
JoaoRui
The black room: I often imagine that when I go back for me, the walls around me are all darker than an interrupted dream. So, going through the door of Mercado Negro, was like gathering to the silence of other days: a black room with amphitheater steps where darkness is cut by a blue light that goes from my heart to the silhouettes that were entering between the songs that at this time are nested in the cracks of our absence. A couple of years ago we were in Aveiro, in a house called the Ship of Mirrors. From what I’ve heard it’s a boat that sank - returned to the night to not come back. Tomorrow we return, we return to Coimbra. JoaoRui
fevereiro 05, 2010
memórias em puzzle [30.01.2010 Tomar]
fevereiro 01, 2010
Memórias da neve [29.01.2010 Covilhã]
janeiro 27, 2010
Lisboa em 3 actos (acto III)
Luzes, câmara, não se mexam. E assim permanecemos mudos em fracções de segundo à espera que nos arrastem a alma para dentro de uma caixa de onde espreita uma lente através da qual espreita outra alma que decidiu atrair a nossa para dentro de uma armadilha – e é sempre tarde demais para a trazer de volta. A fotografia agrilhoa a superfície das emoções às histórias que sob ela pulsam, mas de quando em vez o click da máquina coincide acidentalmente com a emoção e aí a alma não é nem roubada nem enganada: é antes seduzida – chama-se “a sedução da vaidade” ao momento em que ela tropeça no beiral dos lábios para nos abandonar o corpo.
Lisboa dos jardins. Aqui são quase tantos como as frestas dos muros por onde se pode espreitar o mar. Com o dia a ameaçar chuva mas a entregar-se em devaneios solares aqui andámos entre ramos mal partidos e clareiras bem iluminadas – à espera que dez olhos encontrassem o momento ideal para nos manter quietos sob o olhar da Rita, que olhava tudo como quem conhece o segredo da sedução.
Os antigos acreditavam que a alma era roubada pela fotografia; eu acredito que é o mar que a leva, mas a vida dá mais voltas que o sangue dentro do coração.
JoaoRui
Lisbon in 3 acts (Act III) Lights, camera, do not move. And so we remain silent in fractions of a second waiting for the soul to be lured into a box where lurks a lens through which lurks another soul who decided to attract ours into a trap - and it's always too late to bring it back. The photography shackles the surface of emotions to the stories that are pulsating beneath it, but from time to time the click of the machine accidentally coincides with the emotion and then, the soul is neither stolen nor deceived: it is seduced - it's called "the seduction of vanity "the moment when she stumbles on the edge of the lips to leave our body. Lisbon of the gardens. Here they are almost as many as the cracks in the walls through where you can peek at the sea. With the day threatening rain, but indulging in daydreams of sun, here we went between badly broken branches and bright clearings - waiting for ten eyes to find the ideal time to keep us quiet, underneath the eye of Rita, who looked upon it all as someone who knows the secret of seduction. The ancients believed that the soul was stolen by the photograph, I believe it is the sea that takes her, but life takes turns more turns than the blood inside the heart. JoaoRuijaneiro 23, 2010
Lisboa em 3 actos (acto II)
Não me canso de repetir: o Chiado é qualquer coisa… a luz baixa que antecede os primeiros acordes, os ouvidos que se sentem antes de pisarmos o palco…
E silêncio… nada me agrada mais que o silêncio de quem ouve e decide partilhar connosco esse momento raro. Thank you…
Ao final da noite, rumámos para as bandas de Benfica onde nos esperavam ainda mais ouvidos que à tarde. Lisboa. Tem de tudo – até silêncio.
Há uns anos escrevinhei umas quantas palavras acerca dele, num caderno comprado numa daquelas tabacarias pequenas e antigas – das que têm tesouros de outros tempos que outro eu de outra época não comprou. Não faço ideia do que é feito desse caderno nem sequer do que o silêncio me falava na altura. Aqui em Lisboa tenho sempre a impressão há sempre uma dessas tabacarias na rua seguinte e nunca sei em qual entrar para procurar o caderno que me vai guardar o silêncio. Desta vez foi diferente, veio até nós: este foi um daqueles dias compridos em que as emoções acompanharam cada pulsar do coração.
Thank you.
JoaoRui

Lisbon in 3 acts (Act II) I don’t get tired of repeating it. Chiado is something… the low light before the first chords, the ears that are felt before we step on stage… And silence… nothing pleases me more than the silence of who listens and decides to share with us that rare moment. Obrigado… At the end of the night we traveled to the sides of Benfica where even more ears were waiting for us than in the afternoon. Lisbon. Has it all – even silence. Some years ago I scribbled down some words about him, in a note book I bought in one of those old and small tobacco shops – of those that have treasures of other times, that another I of another season did not buy. I have no idea of what is of that note book nor even of what silence spoke to me then. Here in Lisbon, I always have the impression that there’s always one of those tobacco shops in the next street and I never know which to get in to find the note book that will keep the silence. This time it was different, he came to us: this was one of those long days where emotions followed each pulsating of the heart. Obrigado. JoaoRui
janeiro 22, 2010
Lisboa em 3 actos (acto I)
Chegamos à cidade sem tempo para a poder sentir. Lisboa é demasiado grande para se ver num só dia. É necessário um bom par de décadas para se conhecer metade e outro tanto para conhecer apenas um pouco mais. Então vamos ficar um pouco mais.
Na “Restart” houve tempo para estrear algumas músicas novas e outras mais antigas. Velhas amigas de seis cordas voltaram a partilhar o palco com o lobo. Há quanto tempo … fazem-me falta… pena não haver sempre espaço. Logística. É tudo uma questão de logística.
JoaoRui

Lisbon in 3 acts (Act I)
Logistics. It’s all a matter of logistics. Outside the den, there were more instruments than the space required to take them; more hands on the head than packing them. But in the end everything fit. I don’t think we could slip there even one more tambourine.
We arrive the city without time to feel it. Lisbon is too big to be seen in just one day. One needs a good pair of decades to know just half and just as much to know just a bit more. So we’ll stay a bit more.
In “Restart” there was time to debut some new songs and some older ones. Old six stringed friends shared the stage with the wolf one again. It’s been so long… I miss them. It’s a shame there’s not always enough room. Logistics. It’s all a matter of logistics.
JoaoRui
janeiro 19, 2010
Crónicas de Glasgow #2

© Sofia Silva, November 5th, da série Exaurir, 2009
Volto e vou deslizando no gelo à espera do cenário certo, da luz suficiente, de um espaço que seja também um pouco meu ou a que eu consiga, pelo menos, chegar. Uma vez mais, os sonhos permitem encher os dias de esperança. Nos últimos tempos confesso que a família tem tomado conta da imaginação, suponho que resultado de andar a conviver com os álbuns de família. Acontece que as memórias que nunca existiram se começam agora a construir, com a liberdade de quem assegura conhecer os personagens e lhes dá espaço.
Muito disto é saudade, mas acrescento que muito deste espaço onírico é aliado de uma procura angustiante por uma ideia de uma fotografia, uma ideia de um projecto, uma ideia de algo que possa extravasar as minhas barreiras, traduzir o corpo da minha carne e falar por mim.
Se muita coisa acontece quando laureamos o trabalho para fora do país, uma delas é a certeza de que há trilho mais além. Se o que levamos na mala vale, o que podemos acrescentar também, mas nada será mais precioso que a ideia de uma bagagem ausente que possamos inventar.
I return and get sliding above the ice waiting for the right scenery, for enough light, for some sort of space I can call my own or where I can at least arrive. Once again, dreams allow me to fill the days with hope. These last days family took over my imagination, probably as a result of being around family albums. It so happens that inexistent memories begin to have some shape, with the same freedom one gives to the character one trusts and recognizes so well.
Much of this is saudade, though I add that a lot of this oneiric space is an ally of an anguish demand for an idea, for a photograph, for a project, something that could go beyond my own boundaries and translate the body my flesh is made of and speak for me.
If a lot happens when we take our work abroad, one thing is for sure the reiteration that there’s a path to walk beyond. If what we carry in our baggage is worth it, so will be whatever we can add to it, still nothing will be more precious than the idea of an absent luggage we might come up with.
janeiro 18, 2010
Breyner 85
JoaoRui
Again in Oporto. The streets seem more familiar to me - the roads pressed against the buildings as if it were against their will and only feet could walk between them.Breyner 85 is an old house with an out of sight roof and a piano in the corner of the room waiting ... waiting ... pianos always seem to be waiting ... they are patients brothers. I think that I’ve already been here, that I know the wood of the doors and she knows my secrets.The hallways become tighter as if they wanted to return me to the secrets. And each time I climb the stairs the steps seem to grow, or maybe the feet become heavier rediscovering old steps and gestures that are not of today. There is something particularly poignant in old houses. And it is never about the present, it’s always about the past. So when I cross the entry it’s like finding my whole life. My mother told me of the prayer of St. Antonio; she also told me that the lost thing that goes over the water, the prayer loses its authority. Whenever I cross a river, I remember this and that I probably lost something here, or maybe it was on the other side – So I walk back a few yards over the bridge and look at banks of the river looking for the steps of the lost thing. But nothing ... Nor I have found her, nor she has found me.
European Tour starts... now!!
janeiro 01, 2010
Bom dia, 2010!!!
2009 foi um ano cheio para nós, com o lançamento e promoção do álbum “Like the Wolf”, a gravação do vídeo do tema “Red Pony” e a celebração do 10º Aniversário da Banda. Foi ano de conhecer muito boa gente e de estreitar laços, ano de esticar também a corda, às vezes, para testar os nossos limites pessoais…
Mas 2010 não lhe vai ficar atrás! Tem vindo a ser cozinhado em banho-maria há já algum tempo, por isso é esperado por todos com extremo optimismo. E é com este espírito que o novo ano nos chega às mãos, de malas feitas e passaporte pronto a ser estreado, com a esperança de novas terras, novos amigos, novos palcos, e a bússola da música sempre a nortear os nossos gestos. Há ainda muitas surpresas na manga, mas cada uma será revelada e partilhada convosco a seu tempo. ;)
Hoje é dia de dizer "Bom dia!” ao novo ano e de brindar com os amigos!
Por isso, a ti, que sempre vens aqui ler os nossos textos e nem te conhecemos; a ti, que ouves a nossa música; a ti, que te apaixonaste pela nossa música; a ti, que sempre nos apoias; a ti, que não perdes um concerto; a ti, que nunca perdes um concerto e ficas sempre na euforia da primeira fila; a ti, que nunca perdes um concerto e ficas sempre na timidez da última fila; a ti, que compreendes que a música é a nossa vida; a ti, que és inspiração; a ti, que és o amor; a ti, que és a saudade; a ti, a ti e a ti, um imenso OBRIGADO e o desejo sincero de um grande Ano Novo!!!
Bom dia, 2010!!! :D
dezembro 25, 2009
Feliz natal, Timoneiro
Se ainda é de regressos que falo, hoje é um dia de regressos. A esta hora as estradas voltam a encher-se de lágrimas secas que voltarão a desabrochar daqui a um ano. É dia de ouvir histórias que já conhecia - de quando não tinha a consciência delas mas já delas era eu parte. O meu avô delicia-se a contar as duas, cinco histórias que eu protagonizei. E eu não me canso delas; como se de cada vez que as contasse regressássemos os dois um bom par de anos atrás – e nisto os meus olhos nos dele vão desenhando os contornos do que tenho a certeza que vi, mas do qual não me lembro. E hoje voltamos lá. A uma altura em que aquele abraço forte e bom ainda lá estava e eu, se adivinhasse o fim dele, esquecia-o. Abençoada seja a capacidade de esquecermos o peso dos dias - ou na falta do esquecimento, de nos distrairmos o tempo suficiente para permitir o sorriso.
Há um ano atrás perdi um amigo. Não fora a bênção do esquecimento, nem forças me restavam para respirar. Não me sentei ao lado dele para que a memória não me roubasse o coração - se pudesse escolher o dia que seria a morada da minha memória, teria que voltar tantas páginas do calendário quantas há as que se foram amontoando nos meus ombros. E talvez à chegada… quisesse apenas partir.
JoaoRui
dezembro 22, 2009
Ultimos uivos antes do Natal
Sentado à janela do décimo segundo andar que dava para as bandas do mar, observei a chegada do frio. A minha mãe falou-me em promessa de neve.
Mas não, era apenas frio, talvez gelo ou vento - sussurrou ao meu ouvido que era memória de infância; de décadas das quais guardo os meus retratos imperfeitos. O dia a estender os braços por cima de um manto de neve - os passos mais nervosos que ilusão e o coração a ansiar por um retrato.
Felizmente não há fotografias para avivar a memória. Assim não tenho provas instantâneas desse momento - não sei se os atacadores dos sapatos estavam desapertados, se o cabelo estava despenteado ou se o cenário era menos idílico do que recordo. Assim a memória alimenta-se de si mesma e julgo que a cada ano que passa sinto essa felicidade mais distante e ainda mais perfeita. Os passos em constante tropeçar ao lado do meu pai, num sorriso que de uma orelha adivinhava a outra, o sorriso da minha mãe numa camisola de gola alta e o meu irmão a rir ao meu lado.
E quanto mais tento recordar, menos nítida é a imagem e mais permanente se torna a emoção. Acho que vestia um casaco azul e umas botas castanhas, ou então era ao contrário: as botas eram pretas e o casaco era branco, ou então era ao contrário: as botas eram invenção e o casaco era azul, ou então era ao contrário: as botas eram invenção e o casaco não me recordo.
Mas afinal, quanto é que realmente guardamos da verdade?
JoaoRui
dezembro 15, 2009
10Anos
Mas dez anos não são assim tantos. É tudo uma questão de perspectiva. O que foram dez anos na grande muralha da china… uns metros apenas, ainda nem metade estava completa – qual metade? É um pouco como nós. Ainda estamos na antecâmara do sonho e ainda não conhecemos o peso dos degraus que vamos construir daqui a dois três cinco, dez anos. O que vai ficando para trás é apenas memória do que fomos. Este momento já é memória e passado.
De certo que os incansáveis obreiros da muralha celebraram se não os dias, então os metros de muro conquistado ou à ausência dele. No dia seguinte retorna-se à argamassa e aos esboços do futuro para se voltar, dali a alguns anos ou dias ou segundos, a celebrar as vitórias onde sem a vontade haveria apenas certeza de vazio.
A vida vai sempre trocar-nos as voltas.
Ao fim deste tempo todo descobri que o que define as pessoas não é a maneira como se levantam depois da queda, mas sim o que dizem quando vão a cair. Então, se o futuro é desconhecido e o presente o último estertor do passado, há que medir bem todas palavras para que estas não se tornem amantes do silêncio.
I’ve got them blues boys!
JoaoRui
Thank you!

novembro 16, 2009
Desafio ' Toca Aquela '
Festa é festa! E a festa dos 10 anos a Jigsaw vai ser vossa, pessoal. Não há concerto que dêmos que não venham no fim ter connosco dizer “Oh! Queria tanto que tocassem o tema x”. Por isso, desta vez iremos tocar o tema x, o tema y e até o tema w, vocês mandam! O desafio que vos colocamos é o seguinte: oiçam atentamente toda a discografia editada a Jigsaw e enviem uma lista com 5 temas que gostariam de ouvir. Os 10 temas mais votados farão parte da nossa set list do concerto de aniversário. Mas para quê escolher a set list se não vão à festa? Perguntam vocês. Pois perguntam mal! Porque quem participar neste desafio ganha automaticamente 1 convite para o Concerto-Festa de Aniversário! Ora lá está, toca a participar. Deixem a vossa proposta como comentário a este post ou enviem-na para o nosso mail.
Nota: Ainda que não seja exactamente original, a expressão “Toca aquela!” é já um ex-libris do nosso amigo Nuno Ávila, cuja amizade nos acompanha há 10 anos. A ele, portanto, o nosso brinde!
Resultados do Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"
Respostas correctas:
1. 28 de Novembro de 2008
2. Um barco
3. Gito e Miguel dos Soaked Lamb
4. Contrabaixo
5. Melódica
6. Torres Novas
7. Caixa de Pandora
8. “Mais feelling!”
9. Lua cheia
10. “White Christmas”, Bing Crosby
11. Refere-se à sua voz.
12. Faz malabarismos com as baquetes.
13. 60 anos.
14. Dostoyevsky
Pontuação e Prémios:
1 Luís 14 pontos Pack 10 anos 2 D. Resende 13 pontos Discografia + Convite Duplo 3 Cátia Gusmão 13 pontos Discografia + Convite Duplo 4 Sara Aguiar 13 pontos Discografia + Convite Duplo 5 Solon 12 pontos Pack Singles + Convite Duplo 6 Ulis 11 pontos Pack Singles + Convite Duplo 7 Mariana Silva 10 pontos Pack Singles + Convite Duplo 8 Zoon 8 pontos Convite Duplo 9 Gonçalo Moura 6 pontos Convite Duplo 10 Gustavo 3 pontos Convite Duplo
Para receberem os vossos prémios, enviem os vossos dados (nome, morada e nº de telefone) para: ajigsawmusic@gmail.com
Muito obrigado a todos os que participaram, parabéns aos vencedores ! Fica desde já encontro marcado para o dia 12 de Dezembro no 'Salão Brazil'. Fiquem atentos ao blog pois haverá mais passatempos e novidades em breve!
Cumprimentos da alcateia ! aaaaaaauuuuuuuuuuuuuuuuuu
novembro 15, 2009
#14 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"
Quanto aos vencedores, apesar de já todos saberem quem são, informamos que serão aqui divulgados os resultados amanhã. Então, em tom de despedida e com um abraço a cada um, aí vai a última pergunta.
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A propósito do processo doloroso da escolha das músicas para o álbum, é contada a história de um famoso escritor. A quem nos referimos?
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novembro 14, 2009
#13 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"
novembro 13, 2009
#12 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"
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O Carlos Ramos é gravado numa situação que provocou algumas gargalhadas. O que faz o nosso amigo?
a) Desafina no coro dos drunken sailors.
b) Faz malabarismos com as baquetes.
c)Rasga a pele do bombo.
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novembro 12, 2009
#11 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"
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A que se refere o João Rui quando escreve ”Bem-vinda, minha estranha assassina. Nem tudo era saudade…”?
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novembro 11, 2009
#10 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"
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Qual o nome e o autor da música de Natal que gravámos?
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novembro 10, 2009
#9 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"
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O início do Inverno foi passado em estúdio. Qual o estado da lua nessa noite?
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novembro 09, 2009
#8 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"
O Miro Vaz, além de ser o nosso produtor, é já um amigo de longa data.
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Qual a frase que o Miro repete sempre que um take não funciona?
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a) “Mais feelling!”
b)“Bebe mais um copo que isso melhora!”
c) “Ui ui! Nem pensar!”
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novembro 08, 2009
#7 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"
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Qual o nome familiar que o Jorri dá à caixa das suas percussões?
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novembro 07, 2009
#6 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"
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A que cidade foi o João Rui buscar a Becky Lee?
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info: A voz da Becky Lee está presente em dois temas do "Like the Wolf". Um deles, "Return to me", já roda há algum tempo no nosso myspace, mas agora podem guardá-lo convosco, pois está disponível para download.
novembro 06, 2009
#5 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"
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Qual o instrumento que a Susana perde na véspera de ser gravado?
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Pista: Este instrumento (não exactamente o que foi perdido, mas o substituto) está presente no tema "Like the Wolf" que se encontrará disponível para download durante as próximas 24 horas. É só passar no myspace da banda!






