fevereiro 10, 2010

Arrivals & Departures

A viagem havia sido frenética. Não porque tenha havido contratempos, mas porque os sentimentos estavam à flor da pele e alternavam entre si, acumulavam-se, explodiam, escapavam e voltavam com o dobro da força.

Éramos quatro amigos impelidos por uma despedida iminente. O conta-quilómetros do carro onde seguíamos assinalava mais um passo ao encontro desse momento. Ora permanecíamos dentro de nós olhando silenciosamente uma película vazia através da janela, ora saltávamos à vista depois de uma gargalhada. Estávamos à espera de um único momento que estava prestes a chegar.
Chegados ao ponto onde o caminho se bifurca senti que tudo se precipitava. Estava a ser demasiado rápido. Queria ter olhado para eles, memorizado as expressões das suas caras para guardá-las carinhosamente. Contudo, embora já não houvesse o conta-quilómetros a denunciar a proximidade do momento, havia os ponteiros de um relógio que não se quedavam. Depois era o tal turbilhão de sentimentos que acossavam o coração. Os meus amigos iam partir. Eu era a única que ia ficar. Temia o que vinha a seguir, quando eles não estivessem ao meu lado.
Já eles tinham atravessado para o outro lado do vidro e eu ainda tentava ver até ao último detalhe da silhueta do lobo. Dei conta que tinha um risco translúcido que percorria a parte esquerda da minha cara. Enquanto o apagava com as costas da mão, tentava descortinar se estava triste ou alegre. Queria decidir imediatamente. A minha face direita ficara intocada pela despedida.
Eles desapareceram do outro lado do vidro e eu tinha agora que lidar com uma nova soma de sentimentos. Permiti corajosamente que cada um me inundasse. Entrei dentro do mesmo carro azul que nos havia reunido. Ao meu lado estava uma melódica, uma mala com uns anjos inscritos e outra que não quis abrir. Ao contrário de mim, estarão outra vez com eles daqui a dois dias. O carro era agora um local de solidão e esperava-me uma viagem ao ponto de partida. Aqui vou permanecer e aguardar notícias do outro lado do vidro. A última vez que os vi sorriam para mim. E no entretanto, cada vez que lembro isso, sorrio de volta.

Daniela Côrtes Maduro

fevereiro 09, 2010

Mais a norte, muito mais a norte

Ultimas palavras antes de nos irmos embora?
Noutros tempos que não conheço subia-se ao ponto mais alto da região para que a voz não encontrasse morada próxima. E assim rumámos para norte, muito mais a norte, para que daqui a despedida já fosse irmã da saudade. Agora é hora de colher sorrisos e descobrir espaço suficiente dentro das malas para os levar comigo – sei que em noites mais frias os meus cadernos negros só serão boa companhia para tinta ainda mais negra. Então vou levar todos estes rasgos que posso para os estender nas janelas por onde me vou lembrar não do que ficou para trás, mas de tudo o que espera um passo à frente.
Dois passos para trás, talvez três ou cinco – e então um passo para diante. É tudo uma questão de balanço.
Vamos na promessa de regressar com o eco da voz que aqui fica hoje.
JoaoRui

Further north, much further north – Last words before we go away? In other times that I do not know, one would go up to the highest point of the region so the voice would not find a close address. And so we headed further north, much further north, so that from here the farewell would be already a sister of longing. Now it's time to harvest smiles and find enough space in my luggage to take with me - I know that on the coldest nights, my black notebooks will only be good company for even darker ink. So I’ll take all these so that I can to hang them on the windows through which I will not remember what was left behind, but everything that’s expecting a step further. Two steps back, maybe three or five - and then a step forward. It's all a matter of balance. We’re going in the promise of returning with the echo of the voice that stays here today. JoaoRui

fevereiro 08, 2010

A arte de voltar [06.02.2010 Coimbra]

Voltamos a casa e às pedras da calçada que circundam a sé velha e que descem do quebra-costas até ao abrigo do lobo desta noite – a Arte à Parte.
Se tudo é saudade, este regresso antes da partida é o silêncio que antecede as tempestades do coração.
Se a memória é tudo o que nos acompanha, então hoje à noite enchi os bolsos, as mãos e os olhos de nova companhia de viagem.
Mas neste regresso há um sentimento que me é estrangeiro, como se eu fora um estranho que pela primeira vez visita Coimbra e recebe assim as primeiras bênçãos da cidade.
E vieram caras que conheço, mas ainda mais aquelas de olhos que não faziam parte das minhas memórias e que agora fazem parte de mim.
A doce oferenda do silêncio e a cumplicidade de todos quantos vieram hoje… que magnífica companhia de viagem. O lobo não poderia pedir mais…
Obrigado.
JoaoRui

The Art Of Returning - We returned home, to the stones of the pavement that surround the Old Cathedral and descend the ladder to the shelter of wolf for tonight – Arte à Parte. If everything is longing, this return before leaving is the silence that precedes the storms of the heart. If memory is all that accompanies us, tonight I filled my pockets, hands and eyes with a new travel companion. But in this return there is a feeling that is foreign to me, as if I was a stranger for the first time visiting Coimbra and thus received the first blessings of the city. And there came about faces that I know, but even more those of whose eyes were not part of my memories but are now part of me. The sweet gift of silence and complicity of those who came today ... what a magnificent travel companion. The wolf could not ask for more ...Thank you. JoaoRui

O Quarto Negro [05.02.2010 Aveiro]

Eu costumo imaginar que quando a mim recolho, as paredes que me rodeiam são todas elas mais negras que um sonho interrompido.
Então, ao entrar através da porta do Mercado Negro, foi como recolher-me ao silêncio de outros dias: um quarto negro com degraus de anfiteatro onde a escuridão é cortada por uma luz azul que vai do meu coração às silhuetas que foram entrando entre as canções que a esta hora se aninham por entre as frestas da nossa ausência.
Há um bom par de anos estivemos em Aveiro, numa casa chamada Navio de Espelhos. Pelo que soube foi barco que naufragou – regressou à noite para não voltar. Amanhã voltamos; voltamos a Coimbra.
JoaoRui

The black room: I often imagine that when I go back for me, the walls around me are all darker than an interrupted dream. So, going through the door of Mercado Negro, was like gathering to the silence of other days: a black room with amphitheater steps where darkness is cut by a blue light that goes from my heart to the silhouettes that were entering between the songs that at this time are nested in the cracks of our absence. A couple of years ago we were in Aveiro, in a house called the Ship of Mirrors. From what I’ve heard it’s a boat that sank - returned to the night to not come back. Tomorrow we return, we return to Coimbra. JoaoRui

fevereiro 01, 2010

Memórias da neve [29.01.2010 Covilhã]


Eu conheço estas ruas. O cheiro das casas é-me familiar, as árvores não me são estranhas e nem tão pouco o são os ramos que me envolvem os olhos. As pessoas são outra história: os passos delas, o respirar delas – são-me ainda mais estranhos do que eu. Ou não houvera eu sido em dias que não estes, filho do frio que desce as encostas desta montanha. Da janela da casa onde hoje mora apenas a minha memória assisto, mudo, a cada dia que passa, o sol a fugir-me das mãos – e tudo o que sobra é vontade de partir no encalço de luz.
Meu pai, que conhece tão bem o nascer do dia como eu o fim dele, diz que lhe falta o horizonte – diz que este aninhado no beiral da janela é um filho menor do contentamento. Também lhe faz falta a luz. E então partimos de mãos dadas por estradas mais transformadas do que me recordo – como há vinte anos atrás (talvez mais) numa época em que a neve era o azar dos seus filhos e privilégio meu.
Voltei à fonte das fotografias que vão ficando debaixo do pó da idade e regressei ao sorriso do meu irmão com os dedos envoltos em flocos de gelo.
Não há medida para a saudade nem tão pouco há medida para a nostalgia de não poder voltar – é apenas saudade de ignorância da rapidez com que num estalar de dedos nos tornamos memória.
Há mais do que um bom par de anos a minha mãe falava-me do estrangeiro de Camus e do isolamento a que também o conhecimento nos aprisiona.
E ao voltar aqui hoje, sabendo mais do que queria, sou um estrangeiro que partilha as minhas recordações. Mas sinto-me como regressado à minha outra casa de onde vou ter de partir antes sequer de ter tempo para mudar as cordas que me estalam dentro do peito.
No caderno negro que me acompanha mais que a respiração, tenho guardado entre poemas a seguinte frase “hoje abandono a montanha, amanhã o lobo espera-me”. A manhã seguinte tornou-me memória.
O lobo veio à montanha e viu que tudo era bom.
Nem vaidade nem vento que passa.
(deixa-me partir)
JoaoRui

Snow memoirs – I know these streets. The scent of the houses is familiar to me, the trees aren’t strangers to me and neither are the branches around me eyes. People are another story: their steps, their breathing – they are me even stranger to me than myself. Or had I not been in days not of today a son of the cold that comes down the slopes of this mountain. From the window of the house where now lives only my memory, silent, every passing day I watch the sun slipping out of my hands - and all that remains is the will to go on the trail of light. My father, who knows the rise of the day as well as I know the end of it says he lacks the horizon – he says that this one here, nested on the window ledge is a smaller child of contentment. He also misses the light. And then we fled, holding hands through roads that are even more transformed than I remembered - like twenty years ago (maybe more) back in a time when the snow was a chance of her children and my privilege. I went back to the fountain of the photographs that are sleeping beneath the dust of ages and returned to the smile of my brother with his fingers wrapped around flakes of ice. There is no measure for longing nor there is for the nostalgia of not being able to go back - it's just longing of the ignorance of how in quick snap of the fingers we become memory. More than a couple of years ago, my mother spoke to me of Camus’s “The foreigner” and of the isolation to which knowledge binds us. And to come back here today, knowing more than I wanted, I'm a foreigner who shares my memories. But I feel like I’ve returned to my other house, from where I have to leave even before I have time to change the strings that crackle inside my chest. In that black notebook I carry with me even more than breathing, I left between poems the sentence “Today I leave the mountain, tomorrow the wolf is waiting for me." The next morning turned me into memory. The wolf came to the mountain and saw that everything was good. Neither vanity nor passing wind (let me go). JoaoRui

janeiro 27, 2010

Lisboa em 3 actos (acto III)

Luzes, câmara, não se mexam. E assim permanecemos mudos em fracções de segundo à espera que nos arrastem a alma para dentro de uma caixa de onde espreita uma lente através da qual espreita outra alma que decidiu atrair a nossa para dentro de uma armadilha – e é sempre tarde demais para a trazer de volta. A fotografia agrilhoa a superfície das emoções às histórias que sob ela pulsam, mas de quando em vez o click da máquina coincide acidentalmente com a emoção e aí a alma não é nem roubada nem enganada: é antes seduzida – chama-se “a sedução da vaidade” ao momento em que ela tropeça no beiral dos lábios para nos abandonar o corpo.

Lisboa dos jardins. Aqui são quase tantos como as frestas dos muros por onde se pode espreitar o mar. Com o dia a ameaçar chuva mas a entregar-se em devaneios solares aqui andámos entre ramos mal partidos e clareiras bem iluminadas – à espera que dez olhos encontrassem o momento ideal para nos manter quietos sob o olhar da Rita, que olhava tudo como quem conhece o segredo da sedução.

Os antigos acreditavam que a alma era roubada pela fotografia; eu acredito que é o mar que a leva, mas a vida dá mais voltas que o sangue dentro do coração.

JoaoRui

Lisbon in 3 acts (Act III) Lights, camera, do not move. And so we remain silent in fractions of a second waiting for the soul to be lured into a box where lurks a lens through which lurks another soul who decided to attract ours into a trap - and it's always too late to bring it back. The photography shackles the surface of emotions to the stories that are pulsating beneath it, but from time to time the click of the machine accidentally coincides with the emotion and then, the soul is neither stolen nor deceived: it is seduced - it's called "the seduction of vanity "the moment when she stumbles on the edge of the lips to leave our body. Lisbon of the gardens. Here they are almost as many as the cracks in the walls through where you can peek at the sea. With the day threatening rain, but indulging in daydreams of sun, here we went between badly broken branches and bright clearings - waiting for ten eyes to find the ideal time to keep us quiet, underneath the eye of Rita, who looked upon it all as someone who knows the secret of seduction. The ancients believed that the soul was stolen by the photograph, I believe it is the sea that takes her, but life takes turns more turns than the blood inside the heart. JoaoRui

janeiro 23, 2010

Lisboa em 3 actos (acto II)

Não me canso de repetir: o Chiado é qualquer coisa… a luz baixa que antecede os primeiros acordes, os ouvidos que se sentem antes de pisarmos o palco…

E silêncio… nada me agrada mais que o silêncio de quem ouve e decide partilhar connosco esse momento raro. Thank you…

Ao final da noite, rumámos para as bandas de Benfica onde nos esperavam ainda mais ouvidos que à tarde. Lisboa. Tem de tudo – até silêncio.

Há uns anos escrevinhei umas quantas palavras acerca dele, num caderno comprado numa daquelas tabacarias pequenas e antigas – das que têm tesouros de outros tempos que outro eu de outra época não comprou. Não faço ideia do que é feito desse caderno nem sequer do que o silêncio me falava na altura. Aqui em Lisboa tenho sempre a impressão há sempre uma dessas tabacarias na rua seguinte e nunca sei em qual entrar para procurar o caderno que me vai guardar o silêncio. Desta vez foi diferente, veio até nós: este foi um daqueles dias compridos em que as emoções acompanharam cada pulsar do coração.

Thank you.

JoaoRui

Lisbon in 3 acts (Act II) I don’t get tired of repeating it. Chiado is something… the low light before the first chords, the ears that are felt before we step on stage… And silence… nothing pleases me more than the silence of who listens and decides to share with us that rare moment. Obrigado… At the end of the night we traveled to the sides of Benfica where even more ears were waiting for us than in the afternoon. Lisbon. Has it all – even silence. Some years ago I scribbled down some words about him, in a note book I bought in one of those old and small tobacco shops – of those that have treasures of other times, that another I of another season did not buy. I have no idea of what is of that note book nor even of what silence spoke to me then. Here in Lisbon, I always have the impression that there’s always one of those tobacco shops in the next street and I never know which to get in to find the note book that will keep the silence. This time it was different, he came to us: this was one of those long days where emotions followed each pulsating of the heart. Obrigado. JoaoRui

janeiro 22, 2010

Lisboa em 3 actos (acto I)

Logística. É tudo uma questão de logística. À porta do covil eram mais instrumentos do que o espaço para os levar; mais mãos na cabeça do que a arrumá-los. Mas afinal coube tudo - julgo que não caberia sequer mais uma pandeireta.

Chegamos à cidade sem tempo para a poder sentir. Lisboa é demasiado grande para se ver num só dia. É necessário um bom par de décadas para se conhecer metade e outro tanto para conhecer apenas um pouco mais. Então vamos ficar um pouco mais.

Na “Restart” houve tempo para estrear algumas músicas novas e outras mais antigas. Velhas amigas de seis cordas voltaram a partilhar o palco com o lobo. Há quanto tempo … fazem-me falta… pena não haver sempre espaço. Logística. É tudo uma questão de logística.

JoaoRui


Lisbon in 3 acts (Act I)

Logistics. It’s all a matter of logistics. Outside the den, there were more instruments than the space required to take them; more hands on the head than packing them. But in the end everything fit. I don’t think we could slip there even one more tambourine.

We arrive the city without time to feel it. Lisbon is too big to be seen in just one day. One needs a good pair of decades to know just half and just as much to know just a bit more. So we’ll stay a bit more.

In “Restart” there was time to debut some new songs and some older ones. Old six stringed friends shared the stage with the wolf one again. It’s been so long… I miss them. It’s a shame there’s not always enough room. Logistics. It’s all a matter of logistics.

JoaoRui

janeiro 19, 2010

Crónicas de Glasgow #2

© Sofia Silva, November 4th, da série Exaurir, 2009



© Sofia Silva, November 5th, da série Exaurir, 2009


Ouve-se que em Portugal um ano novo começou, mas neste lugar frio tudo custa mais a arrancar…

Volto e vou deslizando no gelo à espera do cenário certo, da luz suficiente, de um espaço que seja também um pouco meu ou a que eu consiga, pelo menos, chegar. Uma vez mais, os sonhos permitem encher os dias de esperança. Nos últimos tempos confesso que a família tem tomado conta da imaginação, suponho que resultado de andar a conviver com os álbuns de família. Acontece que as memórias que nunca existiram se começam agora a construir, com a liberdade de quem assegura conhecer os personagens e lhes dá espaço.

Muito disto é saudade, mas acrescento que muito deste espaço onírico é aliado de uma procura angustiante por uma ideia de uma fotografia, uma ideia de um projecto, uma ideia de algo que possa extravasar as minhas barreiras, traduzir o corpo da minha carne e falar por mim.

Se muita coisa acontece quando laureamos o trabalho para fora do país, uma delas é a certeza de que há trilho mais além. Se o que levamos na mala vale, o que podemos acrescentar também, mas nada será mais precioso que a ideia de uma bagagem ausente que possamos inventar.
Sofia Silva
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I hear a new year started in Portugal, still in this cold place everything seems harder to initiate…

I return and get sliding above the ice waiting for the right scenery, for enough light, for some sort of space I can call my own or where I can at least arrive. Once again, dreams allow me to fill the days with hope. These last days family took over my imagination, probably as a result of being around family albums. It so happens that inexistent memories begin to have some shape, with the same freedom one gives to the character one trusts and recognizes so well.

Much of this is saudade, though I add that a lot of this oneiric space is an ally of an anguish demand for an idea, for a photograph, for a project, something that could go beyond my own boundaries and translate the body my flesh is made of and speak for me.

If a lot happens when we take our work abroad, one thing is for sure the reiteration that there’s a path to walk beyond. If what we carry in our baggage is worth it, so will be whatever we can add to it, still nothing will be more precious than the idea of an absent luggage we might come up with.
Sofia Silva

janeiro 18, 2010

Breyner 85

De novo no Porto. As ruas parecem-me mais familiares – as estradas apertadas contra os prédios como se fora contra a vontade destes e só aos pés fosse permitido caminhar entre eles. O Breyner 85 é uma casa antiga com um tecto a perder de vista e um piano ao canta da sala à espera… à espera… os pianos parecem estar sempre à espera… são irmãos pacientes. Julgo que já aqui estive, que conheço a madeira das portas e ela soubesse os meus segredos. Os corredores tornam-se mais estreitos como se me quisessem devolver aos segredos. E crescem degraus de cada vez que subo as escadas, ou são os pés que ficam mais pesados de reencontrar passos antigos e gestos que não são de agora. Há qualquer coisa particularmente comovente nas casas antigas. E nunca é acerca do presente, é sempre sobre o passado. Então quando passo a entrada é como encontrar a minha vida inteira. A minha mãe falou-me do responso de Stº António; falou-me também que coisa perdida que atravesse água já o responso perde a autoridade. Quando atravesso um rio, lembro-me disto e que provavelmente aqui perdi alguma coisa, ou então que foi na outra margem – volto sempre uns metros atrás na ponte e olho as margens à procura de passos da coisa perdida. Mas nada… ainda não a encontrei, nem ela a mim.

JoaoRui


Again in Oporto. The streets seem more familiar to me - the roads pressed against the buildings as if it were against their will and only feet could walk between them.Breyner 85 is an old house with an out of sight roof and a piano in the corner of the room waiting ... waiting ... pianos always seem to be waiting ... they are patients brothers. I think that I’ve already been here, that I know the wood of the doors and she knows my secrets.The hallways become tighter as if they wanted to return me to the secrets. And each time I climb the stairs the steps seem to grow, or maybe the feet become heavier rediscovering old steps and gestures that are not of today. There is something particularly poignant in old houses. And it is never about the present, it’s always about the past. So when I cross the entry it’s like finding my whole life. My mother told me of the prayer of St. Antonio; she also told me that the lost thing that goes over the water, the prayer loses its authority. Whenever I cross a river, I remember this and that I probably lost something here, or maybe it was on the other side – So I walk back a few yards over the bridge and look at banks of the river looking for the steps of the lost thing. But nothing ... Nor I have found her, nor she has found me.

JoaoRui

European Tour starts... now!!

Breyner 85, Janeiro de 2010


janeiro 01, 2010

Bom dia, 2010!!!

Temos um pé ainda a levantar voo de 2009 e o outro já a aterrar em 2010, é tempo de balanços e de promessas, de recomeços e de esperança.

2009 foi um ano cheio para nós, com o lançamento e promoção do álbum “Like the Wolf”, a gravação do vídeo do tema “Red Pony” e a celebração do 10º Aniversário da Banda. Foi ano de conhecer muito boa gente e de estreitar laços, ano de esticar também a corda, às vezes, para testar os nossos limites pessoais…
Mas 2010 não lhe vai ficar atrás! Tem vindo a ser cozinhado em banho-maria há já algum tempo, por isso é esperado por todos com extremo optimismo. E é com este espírito que o novo ano nos chega às mãos, de malas feitas e passaporte pronto a ser estreado, com a esperança de novas terras, novos amigos, novos palcos, e a bússola da música sempre a nortear os nossos gestos. Há ainda muitas surpresas na manga, mas cada uma será revelada e partilhada convosco a seu tempo. ;)

Hoje é dia de dizer "Bom dia!” ao novo ano e de brindar com os amigos!

Por isso, a ti, que sempre vens aqui ler os nossos textos e nem te conhecemos; a ti, que ouves a nossa música; a ti, que te apaixonaste pela nossa música; a ti, que sempre nos apoias; a ti, que não perdes um concerto; a ti, que nunca perdes um concerto e ficas sempre na euforia da primeira fila; a ti, que nunca perdes um concerto e ficas sempre na timidez da última fila; a ti, que compreendes que a música é a nossa vida; a ti, que és inspiração; a ti, que és o amor; a ti, que és a saudade; a ti, a ti e a ti, um imenso OBRIGADO e o desejo sincero de um grande Ano Novo!!!


Bom dia, 2010!!! :D
a Jigsaw

dezembro 25, 2009

Feliz natal, Timoneiro

Se ainda é de regressos que falo, hoje é um dia de regressos. A esta hora as estradas voltam a encher-se de lágrimas secas que voltarão a desabrochar daqui a um ano. É dia de ouvir histórias que já conhecia - de quando não tinha a consciência delas mas já delas era eu parte. O meu avô delicia-se a contar as duas, cinco histórias que eu protagonizei. E eu não me canso delas; como se de cada vez que as contasse regressássemos os dois um bom par de anos atrás – e nisto os meus olhos nos dele vão desenhando os contornos do que tenho a certeza que vi, mas do qual não me lembro. E hoje voltamos lá. A uma altura em que aquele abraço forte e bom ainda lá estava e eu, se adivinhasse o fim dele, esquecia-o. Abençoada seja a capacidade de esquecermos o peso dos dias - ou na falta do esquecimento, de nos distrairmos o tempo suficiente para permitir o sorriso.

Há um ano atrás perdi um amigo. Não fora a bênção do esquecimento, nem forças me restavam para respirar. Não me sentei ao lado dele para que a memória não me roubasse o coração - se pudesse escolher o dia que seria a morada da minha memória, teria que voltar tantas páginas do calendário quantas há as que se foram amontoando nos meus ombros. E talvez à chegada… quisesse apenas partir.

A esta hora o covil está vazio. Os meus irmãos partiram cada um para seu lado. É uma caçada de lágrimas. A esta hora, a madeira das guitarras encolhe-se para envolver as cordas, as teclas do piano tornam-se cinzentas de tão próximas, a resina no arco do violino desvenda segredos do frio e a pele do bombo fica mais grave. A esta hora cada uma dessa parte de nós fica guardada. É uma caçada de lágrimas.

Feliz natal, Timoneiro.

JoaoRui

dezembro 22, 2009

Ultimos uivos antes do Natal

O frio parece ter vindo para ficar. Este foi um fim de semana de costas voltadas para norte e peito aberto em direcção ao sul. Encontrámos caras conhecidas, mas na maioria desconhecidas que vieram receber o Lobo. O ultimo uivo antes do Natal. Quando regressarmos será para partir...
Sentado à janela do décimo segundo andar que dava para as bandas do mar, observei a chegada do frio. A minha mãe falou-me em promessa de neve.
Mas não, era apenas frio, talvez gelo ou vento - sussurrou ao meu ouvido que era memória de infância; de décadas das quais guardo os meus retratos imperfeitos. O dia a estender os braços por cima de um manto de neve - os passos mais nervosos que ilusão e o coração a ansiar por um retrato.
Felizmente não há fotografias para avivar a memória. Assim não tenho provas instantâneas desse momento - não sei se os atacadores dos sapatos estavam desapertados, se o cabelo estava despenteado ou se o cenário era menos idílico do que recordo. Assim a memória alimenta-se de si mesma e julgo que a cada ano que passa sinto essa felicidade mais distante e ainda mais perfeita. Os passos em constante tropeçar ao lado do meu pai, num sorriso que de uma orelha adivinhava a outra, o sorriso da minha mãe numa camisola de gola alta e o meu irmão a rir ao meu lado.
E quanto mais tento recordar, menos nítida é a imagem e mais permanente se torna a emoção. Acho que vestia um casaco azul e umas botas castanhas, ou então era ao contrário: as botas eram pretas e o casaco era branco, ou então era ao contrário: as botas eram invenção e o casaco era azul, ou então era ao contrário: as botas eram invenção e o casaco não me recordo.

Mas afinal, quanto é que realmente guardamos da verdade?


JoaoRui

dezembro 15, 2009

10Anos

Eternos regressos. Regressámos à estrada para celebrar uma década de caminho – ou de sonhos. O caminho não é certo, nunca o foi. Mas fomos sempre em frente, como se não houvera outra maneira, guiados por aquilo que gosto de chamar “a certeza da luz”. No dia doze, tal como há dez anos atrás, regressámos ao principio do desalinho.
Mas dez anos não são assim tantos. É tudo uma questão de perspectiva. O que foram dez anos na grande muralha da china… uns metros apenas, ainda nem metade estava completa – qual metade? É um pouco como nós. Ainda estamos na antecâmara do sonho e ainda não conhecemos o peso dos degraus que vamos construir daqui a dois três cinco, dez anos. O que vai ficando para trás é apenas memória do que fomos. Este momento já é memória e passado.
De certo que os incansáveis obreiros da muralha celebraram se não os dias, então os metros de muro conquistado ou à ausência dele. No dia seguinte retorna-se à argamassa e aos esboços do futuro para se voltar, dali a alguns anos ou dias ou segundos, a celebrar as vitórias onde sem a vontade haveria apenas certeza de vazio.

A vida vai sempre trocar-nos as voltas.

Ao fim deste tempo todo descobri que o que define as pessoas não é a maneira como se levantam depois da queda, mas sim o que dizem quando vão a cair. Então, se o futuro é desconhecido e o presente o último estertor do passado, há que medir bem todas palavras para que estas não se tornem amantes do silêncio.

I’ve got them blues boys!
JoaoRui

Thank you!

Obrigado a todos os que participaram e que vieram celebrar a nossa primeira década. Graças à rubrica “Toca aquela” acabámos por apresentar músicas que já não tocávamos há cerca de 5 anos, como o caso do “Random Lovers” e outras que nunca foram sequer tocadas ao vivo, como o “You’re The One I Want The Most”. Ainda houve tempo para se partir uma harmónica e para regressar ao palco para um encore.
A todos os que participaram, aos que vieram ver o lobo e aos que queriam vir mas não puderam, THANK YOU!
Cá está a set list do concerto:
01 Random Lovers
02 My Kindness
03 You’re The One I Want The Most
04 New Man Waiting
05 Of Those Who Know You’re Right
06 Like The Wolf
07 Leave If You Can
08 A Little Story
09 My Blood
11 Red Pony
12 Lion’s Eyes Louder
13 Dreams & Feathers
14 Leap Of Ignorance
15 Crashing Into The Harbour
(Encore)
16 His Secret











novembro 16, 2009

Desafio ' Toca Aquela '

Festa é festa! E a festa dos 10 anos a Jigsaw vai ser vossa, pessoal. Não há concerto que dêmos que não venham no fim ter connosco dizer “Oh! Queria tanto que tocassem o tema x”. Por isso, desta vez iremos tocar o tema x, o tema y e até o tema w, vocês mandam! O desafio que vos colocamos é o seguinte: oiçam atentamente toda a discografia editada a Jigsaw e enviem uma lista com 5 temas que gostariam de ouvir. Os 10 temas mais votados farão parte da nossa set list do concerto de aniversário. Mas para quê escolher a set list se não vão à festa? Perguntam vocês. Pois perguntam mal! Porque quem participar neste desafio ganha automaticamente 1 convite para o Concerto-Festa de Aniversário! Ora lá está, toca a participar. Deixem a vossa proposta como comentário a este post ou enviem-na para o nosso mail.

Nota: Ainda que não seja exactamente original, a expressão “Toca aquela!” é já um ex-libris do nosso amigo Nuno Ávila, cuja amizade nos acompanha há 10 anos. A ele, portanto, o nosso brinde!

Resultados do Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"

Respostas correctas:

1. 28 de Novembro de 2008

2. Um barco

3. Gito e Miguel dos Soaked Lamb

4. Contrabaixo

5. Melódica

6. Torres Novas

7. Caixa de Pandora

8. “Mais feelling!”

9. Lua cheia

10. “White Christmas”, Bing Crosby

11. Refere-se à sua voz.

12. Faz malabarismos com as baquetes.

13. 60 anos.

14. Dostoyevsky


Pontuação e Prémios:

1

Luís

14 pontos

Pack 10 anos

2

D. Resende

13 pontos

Discografia + Convite Duplo

3

Cátia Gusmão

13 pontos

Discografia + Convite Duplo

4

Sara Aguiar

13 pontos

Discografia + Convite Duplo

5

Solon

12 pontos

Pack Singles + Convite Duplo

6

Ulis

11 pontos

Pack Singles + Convite Duplo

7

Mariana Silva

10 pontos

Pack Singles + Convite Duplo

8

Zoon

8 pontos

Convite Duplo

9

Gonçalo Moura

6 pontos

Convite Duplo

10

Gustavo

3 pontos

Convite Duplo


Para receberem os vossos prémios, enviem os vossos dados (nome, morada e nº de telefone) para: ajigsawmusic@gmail.com

Muito obrigado a todos os que participaram, parabéns aos vencedores ! Fica desde já encontro marcado para o dia 12 de Dezembro no 'Salão Brazil'. Fiquem atentos ao blog pois haverá mais passatempos e novidades em breve!

Cumprimentos da alcateia ! aaaaaaauuuuuuuuuuuuuuuuuu

novembro 15, 2009

#14 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"

Este passatempo chega hoje ao fim. Obrigada a todos quantos participaram e aqui vieram diariamente vasculhar o blog. Assistimos a tudo com um grande sorriso, mesmo quando se espalharam ao comprido aí numa ou noutra resposta! ;) Não fiquem tristes, porque já temos mais passatempos preparados para breve, muito breve :D
Quanto aos vencedores, apesar de já todos saberem quem são, informamos que serão aqui divulgados os resultados amanhã. Então, em tom de despedida e com um abraço a cada um, aí vai a última pergunta.
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A propósito do processo doloroso da escolha das músicas para o álbum, é contada a história de um famoso escritor. A quem nos referimos?

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Em estreia absoluta, no nosso myspace, o tema "Down the willow's bed", um dos temas que protagonizou este momento.

novembro 14, 2009

#13 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"

Os instrumentos, os nossos constantes e fiéis companheiros. Alguns foram por nós acolhidos logo após nascerem, outros tinham já muitas histórias de palcos ou garagens ou sótãos distantes quando chegaram à Casa Azul.
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Que idade tem a lap steel do João Rui?
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novembro 13, 2009

#12 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"

De todos os convidados do álbum, o Carlos Ramos, mais conhecido por Mestre, foi aquele que passou mais tempo connosco em estúdio. E não foi só pela proximidade geográfica!! A amizade tem destas coisas… ;)
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O Carlos Ramos é gravado numa situação que provocou algumas gargalhadas. O que faz o nosso amigo?

a) Desafina no coro dos drunken sailors.
b) Faz malabarismos com as baquetes.
c)Rasga a pele do bombo.

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novembro 12, 2009

#11 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"

A poesia está sempre presente, na música, nas palavras e na forma como o nosso olhar filtra o movimento dos dias.
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A que se refere o João Rui quando escreve ”Bem-vinda, minha estranha assassina. Nem tudo era saudade…”?
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novembro 11, 2009

#10 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"

O aproximar do Natal trouxe às gravações uma energia muito especial, arriscamo-nos a dizer que a magia andou por lá e não era cega!!! ;)
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Qual o nome e o autor da música de Natal que gravámos?
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novembro 10, 2009

#9 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"

É curioso assistir a este “blogy-paper” pelo nosso diário de estúdio. Acreditamos que partilhar desses dias e noites de gravação possa adicionar um qualquer bónus de experiência emocional à vossa audição do “Like the Wolf” :)
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O início do Inverno foi passado em estúdio. Qual o estado da lua nessa noite?
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novembro 09, 2009

#8 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"

O Miro Vaz, além de ser o nosso produtor, é já um amigo de longa data.

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Qual a frase que o Miro repete sempre que um take não funciona?

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a) “Mais feelling!”

b)“Bebe mais um copo que isso melhora!”

c) “Ui ui! Nem pensar!”

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novembro 08, 2009

#7 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"

A certa altura, o Jorri regista neste diário de estúdio: “o Sr. Cash ficou registado para a eternidade, mas para saberem como, depois têm que ouvir o álbum”. A verdade é que ele nunca esclareceu essa história!! Huuuummm…
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Qual o nome familiar que o Jorri dá à caixa das suas percussões?
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novembro 07, 2009

#6 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"

Na senda dos momentos memoráveis, tiramos do baú este dia do João Rui e a noite que o antecedeu. Vale a pena reler no blog!
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A que cidade foi o João Rui buscar a Becky Lee?
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info: A voz da Becky Lee está presente em dois temas do "Like the Wolf". Um deles, "Return to me", já roda há algum tempo no nosso myspace, mas agora podem guardá-lo convosco, pois está disponível para download.

novembro 06, 2009

#5 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"

Cada um de nós tem momentos memoráveis empilhados no sótão. Para a Susana, este é certamente um deles! (Alguém ofereça um sótão mais espaçoso a esta miúda!) :D
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Qual o instrumento que a Susana perde na véspera de ser gravado?
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Pista: Este instrumento (não exactamente o que foi perdido, mas o substituto) está presente no tema "Like the Wolf" que se encontrará disponível para download durante as próximas 24 horas. É só passar no myspace da banda!

novembro 05, 2009

#4 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"

Para além do Coelho da Alice, do Jack e dos nossos convidados, muitos foram aqueles que entraram no estúdio e o aqueceram em sorrisos, música e alguma loucura.
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Qual o nome do “mais recente companheiro” do Jorri?
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info: Pedimos desculpa a todos os que tentaram fazer o download das músicas nos últimos 4 dias e não conseguiram! Para corrigir esta questão colocámos o link directo das músicas para o nosso servidor. Encontram-se na secção "About Me" do myspace. Usem e abusem pois não vão lá estar para sempre! Cumprimentos do lobo.

novembro 04, 2009

#3 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"

Consideramo-nos pessoas de muita sorte. Tanto no álbum “Letters from the Boatman” como no “Like the Wolf” contámos com a generosidade e com o talento de vários convidados. “They all got the blues!!!”

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Pergunta: "Boas, estamos na A6 quase a chegar a Évora. Qual é a saída para aí?” Quem são os autores desta SMS?

a) Susana Ribeiro e Sofia Silva

b) Gito e Miguel Lima

c) Miro e Carlos Ramos

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info: Já está disponivel para download o tema his secret no myspace da banda!

novembro 03, 2009

#2 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"

Alguém disse que as coincidências são acasos que fazem sentido.
É confortável acreditar que há uma força superior que se encarrega de brincar com os novelos dos nossos destinos.
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Pergunta: Que objecto esteve parado em frente ao estúdio durante todo o tempo das gravações para nos lembrar que neste puzzle tudo se completa e faz sentido?
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Pista: As questões deste passatempo referem-se ao período de tempo que passámos em estúdio a gravar o álbum “Like the Wolf”.
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info: Encontram-se disponíveis para download os temas Farmhouse e Red Pony durante as próximas 24 horas. É só passar no myspace da banda!

novembro 02, 2009

#1 ::: Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"

Abrimos as portas da casa, da nossa casa azul - o espaço sagrado e guardado dos nossos segredos - a quem chega por bem e a quem em boa hora regressa de longe. Esta casa arde às vezes, nós sorrimos sempre, afinal o lobo que ouvimos à noite lá fora nasceu dentro destas paredes. Foi também a esta porta que o barqueiro chegou um dia, e limpou os sapatos a este tapete no dia em que partiu. A canção suspira que o barco zarpou, mas o barqueiro regressa de vez em quando e larga as cartas na soleira da porta. No dia em que rumámos em direcção ao estúdio, abrimos as portas da casa, esvaziámos a nossa casa azul. Chorou a nossa partida, como se a nossa ausência não fora breve, e cantou no dia que regressámos de lobo na alma. É este o espaço de todas as partidas e dos eternos retornos. Das canções sagradas dos nossos segredos. Porque esta casa sorri às vezes, nós ardemos sempre.
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Pergunta: Em que dia começaram as gravações para o álbum “Like the Wolf”?
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Pista: As questões deste passatempo referem-se ao período de tempo que passámos em estúdio a gravar o álbum “Like the Wolf”.

novembro 01, 2009

Passatempo "10º Aniversário a Jigsaw"

É já no dia 2 de Dezembro que celebramos o nosso 10º Aniversário e queremos partilhar esta alegria com todos vocês. Como ainda falta um mês e já estamos ansiosos por festejar, decidimos começar já… amanhã!!!

Assim, nos próximos catorze dias, estarão disponíveis, para free dowload, no myspace, os doze temas que integram o nosso último registo, “Like the Wolf”, e ainda dois temas não incluídos no álbum. Claro que não podem comer os bombons todos de uma vez, que faz mal aos dentes, por isso cada tema estará disponível apenas durante 24 horas. A par deste miminho, que consta que irá embrulhado em fita carmesim, iremos ainda oferecer prémios no passatempo "10º Aniversário a Jigsaw”. Para ganhar, basta conhecer o nosso blog e responder às perguntas que aqui iremos colocando diariamente. Quem responder correctamente a mais perguntas ganhará um Pack 10 Anos, que inclui toda a discografia a Jigsaw (1EP “From Underskin”, 1CD “Letters from the Boatman”, 1CD “Like the Wolf”), 2 t-shirts e 1 convite duplo para a Festa - Concerto de Aniversário, que será dia 12 de Dezembro no Salão Brazil, em Coimbra. Tentador, não é? Mas há mais! A quem responder correctamente a mais de 3 perguntas ofereceremos 1 convite para a Festa-Concerto de Aniversário.

Apanhem este Lobo!! ;)